segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O BSC e a Gestão do Conhecimento


Por Felipe Fernandes

O Balanced Scorecard ou BSC é uma metodologia de mensuração de desempenho, idealizado por Kaplan e Norton, que se utiliza de quatro perspectivas de acordo com a visão e estratégia da empresa para medir o desempenho de tal organização. Essas 4 perspectivas são: financeira, cliente, processo e aprendizado e crescimento. Essa última perspectiva vai exatamente de encontro ao proposto pela gestão do conhecimento, ou seja, a mensuração da importância de fatores intangíveis como, conhecimento, aprendizado, inovação, entre outros. Para a elaboração da BSC os conhecimentos e os determinantes intangíveis são de grande relevância para a medição do resultado de qualquer organização. Essa relevância para a administração e mensuração de resultados se dá, pois “são questões como os ativos intangíveis, a capacidade de inovação e aprendizado, e os conhecimentos das organizações, sejam eles tácitos ou explícitos, que geram o diferencial competitivo”, criam uma competência distintiva para a organização.

Entretanto, apesar de ser uma excelente ferramenta para mensuração de ativos intangíveis, o Balanced Scorecard pode apresentar algumas falhas, quando, por exemplo, as perspectivas que o compõem não estão vinculadas a estratégia da organização que será aplicado, ou para a verificação e alinhamento a estratégia são usados indicadores genéricos ou simplistas demais para sua elaboração.

Além dos problemas que foram citados no parágrafo anterior, outras dificuldades relacionadas à mensuração da importância da gestão do conhecimento, como, por exemplo, a capacidade de inovação da organização, o aprendizado adquirido, a disseminação do conhecimento, entre outros fatores, prejudicam a utilização do BSC como realmente uma ferramenta para gestão, passando a ser usada meramente como uma ferramenta para controle.

Essa utilização do BSC somente para controle está relacionada à facilidade encontrada para criação somente de perspectivas financeiras, de clientes e processos, e também às falhas como indicadores simplistas demais, conforme citado anteriormente, e a dificuldade de análise da importância da gestão do conhecimento e seus fatores. As dificuldades para mensuração da gestão do conhecimento e seus fatores como, aprendizado e inovação, acontece, pois para medir essas questões é preciso analisar elementos como insights, habilidade de comunicação da empresa, compartilhamento de conhecimento coletivo. Esses últimos elementos citados não têm um padrão e, portanto, não se de fácil análise e conseqüentemente também não são de fácil mensuração o que dificulta a inclusão correta para elaboração do BSC.

Medir resultados é importante, porém não se pode fazer isso indiscriminadamente, por isso é necessário a mensuração correta dos elementos intangíveis. Para a mensuração correta desses elementos é necessário a criação de múltiplos indicadores confiáveis e que possam ser mensurados em longo prazo, o que tornará a análise desses fatores mais confiável e correta

Com indicadores e análises dos elementos intangíveis mais confiáveis, suas utilizações para a elaboração do BSC será mais fácil, o que por sua vez, proporcionará uma melhor criação de estratégias e conseqüentemente permitirá estabelecer e manter vantagens competitivas para a organização.

Felipe Fernandes é aluno do 8º período do curso de administração de empresas do Uni-BH

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