Por Felipe Fernandes
O Balanced Scorecard ou BSC é uma
metodologia de mensuração de desempenho, idealizado por Kaplan e Norton, que se
utiliza de quatro perspectivas de acordo com a visão e estratégia da empresa
para medir o desempenho de tal organização. Essas 4 perspectivas são:
financeira, cliente, processo e aprendizado e crescimento. Essa última
perspectiva vai exatamente de encontro ao proposto pela gestão do conhecimento,
ou seja, a mensuração da importância de fatores intangíveis como, conhecimento,
aprendizado, inovação, entre outros. Para a elaboração da BSC os conhecimentos
e os determinantes intangíveis são de grande relevância para a medição do
resultado de qualquer organização. Essa relevância para a administração e mensuração
de resultados se dá, pois “são questões como os ativos intangíveis, a
capacidade de inovação e aprendizado, e os conhecimentos das organizações,
sejam eles tácitos ou explícitos, que geram o diferencial competitivo”, criam
uma competência distintiva para a organização.
Entretanto, apesar de ser uma
excelente ferramenta para mensuração de ativos intangíveis, o Balanced
Scorecard pode apresentar algumas falhas, quando, por exemplo, as perspectivas
que o compõem não estão vinculadas a estratégia da organização que será
aplicado, ou para a verificação e alinhamento a estratégia são usados
indicadores genéricos ou simplistas demais para sua elaboração.
Além dos problemas que foram citados
no parágrafo anterior, outras dificuldades relacionadas à mensuração da
importância da gestão do conhecimento, como, por exemplo, a capacidade de
inovação da organização, o aprendizado adquirido, a disseminação do
conhecimento, entre outros fatores, prejudicam a utilização do BSC como
realmente uma ferramenta para gestão, passando a ser usada meramente como uma
ferramenta para controle.
Essa utilização do BSC somente para
controle está relacionada à facilidade encontrada para criação somente de
perspectivas financeiras, de clientes e processos, e também às falhas como
indicadores simplistas demais, conforme citado anteriormente, e a dificuldade
de análise da importância da gestão do conhecimento e seus fatores. As
dificuldades para mensuração da gestão do conhecimento e seus fatores como,
aprendizado e inovação, acontece, pois para medir essas questões é preciso
analisar elementos como insights, habilidade de comunicação da empresa,
compartilhamento de conhecimento coletivo. Esses últimos elementos citados não
têm um padrão e, portanto, não se de fácil análise e conseqüentemente também
não são de fácil mensuração o que dificulta a inclusão correta para elaboração
do BSC.
Medir resultados é importante, porém
não se pode fazer isso indiscriminadamente, por isso é necessário a mensuração
correta dos elementos intangíveis. Para a mensuração correta desses elementos é
necessário a criação de múltiplos indicadores confiáveis e que possam ser
mensurados em longo prazo, o que tornará a análise desses fatores mais
confiável e correta
Com indicadores e análises dos
elementos intangíveis mais confiáveis, suas utilizações para a elaboração do
BSC será mais fácil, o que por sua vez, proporcionará uma melhor criação de
estratégias e conseqüentemente permitirá estabelecer e manter vantagens
competitivas para a organização.
Felipe Fernandes é aluno do 8º período do curso de administração de empresas do Uni-BH
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