segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A análise de recursos intangíveis e sua importância para as empresas no futuro


Por Rafael Stucki

À medida que as empresas se engajem no processo de contabilização do capital intelectual, seus procedimentos, cultura, estratégias de comunicação, sistemas de informação e a política de administrar o Recursos Humanos, passam a ser questionadas. O monitoramento formalizado desta variável proporciona um potencial que ajudar a empresa desenvolverem praticas condizentes ao aprendizado, ao incentivo, a criatividade, inovação e a geração de conhecimento organizacional.

Mais importante do que esforços de mensuração e publicidade do capital intelectual das empresas, são para ampliar os aspectos de avaliação de projetos e de resultados da atividade empresarial. As empresas que utiliza a gestão do conhecimento identificam as fontes de aquisição, geração e difusão de conhecimento que lhes são mais rentáveis, assim estabelecem medidas indiretas e diretas que dão sinais de sua evolução. Estes indicadores refletem o passado quanto às perspectivas futuras e os esforços de inovação.

Existe a necessidade de a alta administração engajar a organização em esforços contínuos de aprendizado baseados em critérios estabelecidos de mensuração. Quando isso não é feito não se cria aprendizado e conhecimento adicional, apenas mais dados, informações, burocracia e controle. A mudança para a Era do conhecimento determina que se dedique muito tempo avaliando os resultados em termos de desenvolvimento de competências da organização, departamentos e indivíduos. Os lideres que colocam a GC e os ativos intangíveis como estratégia, demandam de um acompanhamento aprofundado da evolução das competências-chave para o negocio. Refletindo nas revisões formais e periódicas das iniciativas voltadas ao aprendizado dos colaboradores.

Neste período de transições gigantescas no qual os gerentes das organizações sabem cada vez menos sobre sua efetiva contribuição na geração de valor para a empresa. Os agentes externos sabem menos ainda. Ainda assim uma boa parte dos profissionais age como se tudo estivesse igual, enfiando a cabeça na terra esperando as coisas melhorarem, mas a tendência e um aceleramento do processo. Ainda não se tem uma ferramenta padronizada para medir efetivamente o capital intelectual das organizações. As soluções apresentadas, ainda são incipientes a cada organização, os ativos intangíveis não são iguais nas organizações. As pesquisas realizadas nesta área ainda são singelas. Assim saber onde nos encontramos em termos de nossas habilidades de medir os resultados. Os valores contábeis tradicionais levam uma falsa segurança para os gestores.

Rafael Stucki é aluno do 8º período de administração pelo Uni-BH

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